25/05/2011

Estrelas

Encurralado na minha escrita,
cantas no meu poema.
Refém em tua voz doce
congelado na minha memória.
Como uma ave presa em sua fuga.
Tatuado por um ar ausente.
Relógio que bate comigo
para nunca mais acordar distante.

Estrelas.... 
Elas são as minhas noites escuras,
não deixando morrer os meus olhos. 
Levanto a minha mão para o infinito
e a sua luz toca os meus sonhos.
 
Eu vejo isso no meu coração... e no teu...
mas a distância é tão grande ... 
No fundo do meu delírio
teu amor exponencialmente infinito,
estendo a minha mão para te salvar,
e escorres por entre os meus dedos para além da tua vontade. 
Encerrando o tempo na minha ampulheta
e a cada grão de areia, que ouço cair,
como lágrimas quentes de teus olhos. 
Areia ... a cair como lágrimas salgadas sobre o meu peito inerte...
Uma estrela apaga-se no céu
e continua a brilhar nos meus olhos. 
Hoje quero-te beijar como se fosse a última vez
deixando o meu conforto na ampulheta fria,...
Cada grão; cada lágrima; cada momento eterno...
até meus lábios deslizarem nos teus,
onde a estrela que morreu em teu beijo
e nasceu na minha noite de desejo.

1 comentário:

ontheroad disse...

Encurralado na minha escrita,
cantas no meu poema.
Refém em tua voz doce.....

dizem-me kk coisa estas palavras... lol