16/02/2011

Adormeçamos

Como num papel em branco,
esse,
para escrever poemas,
onde me refugio em frágil inocência,
acolhe-me a noite,
ou alguém...espero.
Onde o silencio me conquista,
solidão,
distância,
tempo...maldito,
crime que me consome.
Recebo os teus golpes,
intemporais..
Toco a limpidez extrema de uma lágrima,
e estremeço.
Sou o que espera a noite!
Toca-me o sangue,
o preço será justo.
Quente espesso.....
fluxo de mim.

Silencio!

Ele escorre lentamente sobre mim.

O sono desperta-me
chama-me de noite,
e eu ouço-o,
é ele quem eu quero,
cinzento...breu!

Desfocado.

Minha sonolência morna,
a suavidade da almofada,
os dedos passam no meu cabelo curto...

Matéria,
sonho real,
o sonho e o despertar.
Espelho...reflexo!
Vermelho como o chá,
como o sangue, que ainda escorre....
mais quente,
mais espesso.

Não te preocupes.
Somente,
deita-te a meu lado,
sonhemos juntos,
inventemos novos mundos,
  só nossos,
desgrenhados,
arrebatados,
naufragados...
em areia fria.

Quero pensar,
desfazer estes rasgos,
de existência ferida.
Não as quero deixar em
 mãos do destino...
Esse destemido.
Nem no inferno das palavras.
Diz apenas o que queres ouvir!
Esconde a verdade,
se quiseres claro.
É bom o seu sabor
não é?
No fundo deixa a cruel mentira disfarçada,
entre símbolos,
novinhos em folha!

Paixão....
Ilusão....
Espero que não....
A solidão novamente....


Adormeçamos...
adormeçamos...
adormeçamos......
adormeçamos......

1 comentário:

Zé de Melro disse...

Caro John Lemmon:

Justifiquei-me no meu blog, acho que tens razão o Passo não pode ser escondido, afinal são só 4 lugares. Mas ainda assim há multas aí sem sinal de estacionamento proibido.

Muito agradecia se me enviasses as fotografias do velho chorão que estava junto às escadas do Viaduto.