22/02/2012

Vagueando

Mordo as canetas com que escrevo,
 saboreio amargamente o copo pelo
que bebo,
esqueço-me de tudo e de todos,
vagueio a sós
em recantos que nos pertencem
só a nos,
reencontro a minha sombra,
aqui sentado, encostado,
a qual me assombra,
assusta
e arrepia,
fria como sempre
fiel companheira,
eternamente me vigia.
Visita-me
e em mim suscita,
raiva, 
prepotência,
violência na escrita,
a fim de entender
o que nas minhas veias corre,
devagar,
devagarinho,
e no final
a sombra
novamente me deixa
sozinho.
E a amargura do copo
e as canetas mordidas,
são postas de parte
e simplesmente esquecidas.

18/01/2012



... Alguém esquecido num recanto da noite, espera ver a luz 
do dia num  qualquer abraço,
entrelaçar as mãos em alegria doce na alma quente dum amigo,
respondendo a questões antigas, empoeiradas, já arrumadas entre nevoeiro,
olhar nos olhos calmos do reencontro saudoso, sonhado faz muito.
Somos feitos de alma escondida num rosto de expressões contraditórias,
somos o mundo no mundo dos outros, somos a maquina, somos a energia...
Somos esse abraço reconfortante,
onde se fecham os olhos ... 
Abrindo a nossa alma sem rosto, flutuando a dois, em sexto sentido.





15/01/2012

Entre garrafas


Entre garrafas vazias de mascaras esborratadas de sentido,
eu bebia a escuridão a goles cheios de nada. Insípidos...Amarguradamente...
Consumia-me entre cigarros esquecidos de memorias fantasiadas,
condenadas à mentira que morria  a cada dia que passava.
Escondi-me de mim, escondi-me de ti, escondi-me de todos...
Agora,
descobri-me,
descobriste-me,
descobriram-me...


Ainda há vidros partidos no chão, mas vou varre-los para sempre!
Beber somente de teus lábios a nossa vida,
e embriagar-me de amor eternamente... SAÚDE!!!










27/12/2011

Corpo de papel

Neste meu corpo de papel, onde quero dormir e acordar
sentindo a tua escrita em mim, 
onde te encontro e te escondo, entre lençóis quentes de segredos,
neste palácio de ar, onde a tua imagem é calmo vendaval
fluxo de corrente, entrelaçada, invisível; 
Em cenário criado para o prazer exclusivo da imaginação ... onde a vida surge quando se afunda
onde 2 é 1, onde a realidade é uma desculpa estúpida para não ir, encravado nos porquês que só a vida sabe... No valor que só tu sabes colocar no nosso coração ...  Nasci da necessidade, de amar, de viver, de não me querer entregar ao tempo, ritmado de silêncios ...
Às vezes vivo no excesso exclusivo da minha fantasia, na capital do teu corpo, onde me apago em ti, desejando não recordar.

26/12/2011

Rocha

Enorme....
Como uma rocha
imóvel... 
Na ponta do precipício do esquecimento,
 tinta da china com a que anoto a eternidade,
em plena luz do dia, em que quis ser
Destino...

26/11/2011

Tempo

O tempo parado varia consoante a percepção... Vou evitar este meu problema.
Nesse tempo, parado,...Imperceptível..
Num vidro.  
Fugaz               Incapaz de suster o ar.
Uma pele a rasgar lentamente.
Sem se quer doer.    Espaço. Razão de ser.
Ser querer ser.. Quente.. Latejante de sufocação...Coração ao entardecer, 
pedra,  erva, estrada...terminar sem nada.
Um instante capaz, é teu. Só teu.
Uma pausa...


E agora??

21/11/2011

Vazio

... E um milhão de mentiras,
envolvem o teu ser...
Lava-te indecentemente na chuva,
arrefece no duro chão...
não queiras mais esse caminho,
recomeça de novo,
enfrentando-te contigo, sozinho na escuridão...
Decadência abismal a qual te entregas,
com voz de morto gritas em ausência,
voz falsa...Longínqua.
O tempo não foi tempo em ti,
labirinto sem saída, sem entrada,
encadeado em horas eternas de desgostos.
E olhas para trás e que vês... VAZIO!

15/11/2011

I

I

Este é daqueles...
Dispersos, mas enfim.
Que num principio parecem o fim, mas que no final, 
afinal, é mesmo o fim de um principio.
Tua tristeza... Incrível... Leveza...
Um sonho de Fim infinito... Relutante! Deslumbrante!
Cheiro de caramelo... Sincero... Até arder.
Retroceder escada a cima ...
Ansioso de te ver.
Continua....

09/11/2011

Palavras...

Palavras... Cansadas...
 Palavras... Desprezadas...
Razões pesadas de alento,
embaladas em desencanto.
Sem tempo...
Obtuso,
como tudo em mim...
Palavras ao vento,
esquecidas,
aquecidas em meu coração gelado.
Palavras...
Palavras...
De quem quer e às vezes mente.
Semente de esperança,
de caminhar acompanhado,
sem nada a seu lado,
vazio,
como um rio cheio de nada.
Palavras que me grito ao ouvido,
ouvindo um sussurro longínquo,
encalhado numa foz levada,
abafada,
entrelaçada numa voz que de mim não tem nada...
Estranhas palavras,
que me penetram as entranhas numa dor doce ardente, como um não querer que se sente...
Palavra... Palavras somente!

05/11/2011

Principio, meio e FIM!

Num principio,
silêncio de uma noite negra,
de gritos afogados na alma,
palavras desconsoladas,
querendo fugir para longe... Perto de ti!
Procurando uma estrela solitária,
que queira partilhar a sua dolorosa eternidade comigo...
Em meio da vida penso...
Se o passado fosse hoje,
esquivaria essas pedras em que tropecei,
rir-me-ia do futuro longínquo,
agarrando plenamente o teu regaço,
deixando-me levar pelo teu enorme amor, sem medos.
Derrotado... no Fim...
Se o passado fosse hoje,
o Sol brotaria sobre nós, suave.
Mas o passado já lá vai...
E recordo...
Sentado no banco do jardim,
mente com mente...
O nosso amor sem fim..Que irá durar eternamente.




30/10/2011

Nunca mais

Não sejas somente uma copia fiel,
alma aberta...
Rua de duplo sentido
.
Noites sem fim.
Sono roubado.
Cartas pendentes.
Regeneração...
Sombra única encharcada,
Ausente...
Novo.
Contra...
contra a guerra
De idéias pensadas,
reflectidas...
Poesia,...
Pagão,...
Quem pode rir??
Autêntica liberdade!!
Fé,
limpa.
Sem medo do vento.
Inventar....
Música pura.
Paisagem emocional, fluente.
Fusíveis emergentes, indecentes...
Rebento primaveril.
Cinza espalhada ao acaso,
num único ponto.
Silencio acidental.
Poder!
Crer!
Fazer!
Não se limpa.
Real.
Sem máscaras... 
Nunca mais...

13/10/2011

Sucumbo na tua essência

O orgulho do meu corpo,
hoje teme ser esquecido,
os meus gritos são afogados em palavras que nunca direi...
o destino colocou-te outra vez frente a mim e simplesmente arrancou-me da tua vida a solidão,
é triste chorar por passados que nunca irão ser,
é triste recordar quem nunca fui,
Sim...
Foi culpa minha, um erro que me obrigou, rasgou e arrastou por entre a melancolia, 
eu fugi de mim.
O amor é arrependimento amargo que nos leva em doce ternura....
E não existe arma para o destruir.
Apagaram-se as mentiras em taças transbordadas de lágrimas, 
mas nunca esquecer... a vida.
Seria mais fácil sonhar e dormir debaixo do mar para o resto da eternidade,
mas nos cumes das montanhas é que estão os tesouros mais belos,
conquistas...


Mas no final
fecho os olhos 
acalmo a minha respiração 
sucumbo na tua essência... 
E nada, mas nada vai
ser esquecido.

11/10/2011

Amor de Lua

Ontem à noite, sozinho, eu conheci a lua
Vi a sua luz e o amor dentro dela
Agora segue o meu caminho, já não perco o meu tempo,
observando o meu interior... 
Eu ceguei com a tua luz.... olhos queimados.
A lua estava certa!
Raízes profundas, mente alta...
Quero estar dentro de ti e ver-te lá fora...no alto! 
Eu sei as razões pelas quais eu falhei...
As estrelas iluminam o meu ser, infinito.
Sou teu servo, LUA!
Os planetas meus irmãos receiam este meu amor,
que me envolve a pele,
desmentindo teu sabor vazio de desejo sombrio,
eloquente quanto baste, 
despeja-me este meu sangue,
por entre as tuas veias secas de mel,
e leva-me por entre teu peito sedento... 
Até apaziguar tua triste solidão.
Mas esta noite, 
quero-te ver brilhar, incandescente, novamente,
Como se fosse a primeira vez....
E esquecendo o passado,
de névoas de calor intenso,
num beijo ardente, seguido de um toque frio,
me desperte da vida,
e me leve para a morte,
em teu reconforto excitante,
a minha Lua do dia,
o meu Sol de noite.


30/09/2011

Quero ser louco

Quero encher-me de loucura
quando não conseguir ser razoável nas minhas ideias,
quero dormir nos meus sonhos
quando só amanhecer em mentiras,
quero perder-me no tempo de ninguém
saber como abraçar a solidão
e roubar o momento exacto
em que fui eu.
Quero caminhar em trilhos proibidos
onde não me assuste o medo,
rasgar com as minhas mãos nuas
os acordes do silencio,
chorar com lágrimas
que não molhem o meu rosto
e desenhar no meu coração
uns lábios vermelhos
que beijem
e acariciem
os limites da minha alma....
Como ao encontro de um céu
de paz e fogo,
quero arrancar os raios do Sol
e beber a vida em tons dourados,
dizer ao vento que sempre te amarei
sem trespassar os picos da minha carapaça...
Calar ... tirando o pó de sentimentos
e sentires um amor certo
assomar por entre os meus lábios.
Agarra agora as minhas mãos 
e encontra nos meus olhos
o verdadeiro significado
desta paixão que trepa paredes
e que entendes sem ter de me despir a alma.
Quero encher-me de loucura 
para não lutar com a razão
a que mente e esconde
a que vive e respira incoerências
a que corta as asas e enterra a liberdade...
Ainda voo e sinto imensas vertigens,
ainda procuro a noite para ser uma estrela cadente
ou uma lua perdida
que sempre no céu esta
para acariciar os pecados deste amor eterno
e que não há nada mais eterno que o nosso Universo....
feito neste pequeno verso.
Quero ser louco
...Louco sem mais,
para poder inventar na vida a sua maldita realidade.

29/09/2011

O lobo

Arrumar a dor num canto, escuro,
num silencio já esquecido faz muito,
o lobo adormece sem pele de cordeiro,
ao luar duma noite infinita,
sozinho e perdido na escuridão de um sonho
capaz de suportar a frustração de mil gritos
e palavras que amargam a sua negra alma,
vazio absorvido pelas sombras distantes,
encolhido na sua cova
entre destinos dilacerantes.
Poderá Deus devolver-lhe aquele dia,
em que como uma figura sombria
uivou a Lua debaixo das folhas caducas
deste silencioso bosque?
Ao longe sobre o horizonte
dança embalado o vento,
removendo as cinzas do passado,
num resplandecente silencio
do passível Deus.
E um sussurrar ecoa o imenso bosque:
"O amor é o alimento da alma que esta em liberdade..."

23/09/2011

Nostalgia

Na nostalgia dos dias ando sem ti,
como crianças, de mãos dadas, perdidas.
Em tua ausência, frio como o frio mais frio...
são as noites quentes de Verão;
o desejo de ti, aprisiona-me,
brinda o meu corpo ao teu... tão longínquo .
Como eu poderia viver sem te ter encontrado?
E como eu posso sobreviver sem ti?

01/09/2011

Sentimento

Dormi com as cicatrizes abertas
sem tempo para desculpas
claustrofobia emergente
que me fala de verdades
carregadas na alma ausente.
Uma doença social, a mentira,
como uma ferramenta destrutiva,
construída com vaidade veloz
num mundo cinzento escuro,
vejo mais do que esperava,
em cegueira delirante,
pequenez enorme onde me encosto,
em desgosto de alegria,
pensar que num só dia,
me possa esquecer do que recordo,
rectificando cada palavra passada,
em lágrima de raiva gelada,
numa timidez aconchegada ao peito,
gritar num silencio desfeito,
antes de partir, outra vez,
para o meu recanto, o meu leito.

16/08/2011

Burning inside

Say there,
Can you help me through?
Can you lift me up?
Give me strength.
Every time I need,
To feel the love?
Shot down!
Can't fight hate with a smile.
It won't take long for me to walk the mile.
The clock says stop.
But it's time to go.
I won't say die.
Until I steal the show.
My life is like a hurricane.
Forgive me for being alive.
I fell down but rose to face the consequence.
Help me,
I'm burning alive.
(Inside)
Lift'em up, rip it out, pound'em.
Everybody jump and shout.
Break the walls down.
God don't like it when your out of control.
I guess, God don't like me!
I'm sorry for scream'in.
But I had to get even.
I feel like I have to stand.
Tall!
You have to break through the walls.
You have to lift them up and let them fall.
You have to live your life to prove them wrong.
Cause when the death angel calls.
The gods will have it all.
A sacrifice,
For a love.
A lust for life.
Spill the blood.
Cease the fire.
Put down the guns.
Stop the nightmeres!
Give a little, take a little.
Piece of my mind.
Leave the past so far behind.
Cradle the day.
Fly by night.
Give respect.
Turn out the lights!

ÀS vezes

Às vezes esquecemos,
outras recordamos,
às vezes não ouvimos,
outras fugimos ensurdecidos,
às vezes somos fracos,
outras invencíveis,
às vezes não nos importamos,
outras compreensíveis,
às vezes somos tristes acompanhados,
outras felizmente invisíveis,
às vezes  escondidos,
outras de braços abertos para o mundo,
às vezes sentimos dor,
outras prazer profundo,
às vezes somos nós,
outras estranhos confusos,
às vezes consciente,
outras loucos eloquentes,
às vezes pensamos,
outras disparamos,
às vezes somos...
outras não...



23/07/2011

Só vida e amor

E enquanto a noite me consome sigo acordado,
olhando as estrelas e a lua ate viajar com ela,...
de cigarro em cigarro... Viajo atormentado
....mas as tormentas não são coisas da natureza?
Refugio-me em ti, e deixo o tempo para trás.
Olhando-o vejo que o tempo está aqui e tu és o tempo e o tempo sou eu...
Lanço-me a tua descoberta, de coração ao vento,
sentindo a liberdade de amar, de viver e morrer feliz...
Felizmente, a vida também é assim...
vida que me trilhou o caminho para te encontrar.
Caminho invisível até agora!
Mas se era tão invisível, como o segui até aqui?
Abri o coração e segui através das estrelas.

Quero mais...e mais...!
Fecho os olhos, respiro fundo.
E senti a vida entrar em mim...sim estou vivo
E deixo-me envolver no seu manto, respira-la, senti-la.
E sinto a tua mão  deslizar pelo meu corpo,
sem medo...só vida e amor...

ABC da recordação

Aguardo o teu regresso
baixando a cabeça,
como nos sonhos que sou perseguido e não consigo fugir
deixo sempre que me agarres,
em lutas imaginarias deambulo,
forçado a queda
ganhando forças para me erguer de novo.
Haverá forças para tal?
Impossível...nada é impossível, então sim, há!
Jogos de destinos num recanto qualquer,
lembras-te do primeiro beijo?
Marcaste o no diário? Ou
Num cantinho do coração!
onde nunca se esquece...
Pensei que nunca te iria encontrar!!!
Que seria um solitário,
relembrar vezes sem conta as noites vazias,
Solidão...
Tu estás em mim agora, finalmente...
Ultimar recordações
vencidas pela verdade,
xadrez de vida,
zénite da alma...ancorada em ti.

18/07/2011

ALONE

Purity once had a name,
And beauty once had a face.
Life once had a meaning,
And once I was safe.
Once there was freedom,
And once I could laugh.
Happiness once was alive,
And once I had another half.
Once I shared her love,
Once I was by her side,
Once I felt I fitted,
So quickly that died.
Her grace so great,
Her beauty so vast,
All I ever wanted,
Was for it to last.
Fate maybe had another plan,
Or maybe she had another love,
But it all fell apart,
The hand too big for the glove.
Now it's all died away,
Happiness, joy, love; all memories.
Now I walk alone in this dark, dark world,
With no light to guide my way.

Eu preciso entender

Eu preciso entender ...
que o tempo, nosso deve ser
porque em cada sonho que tenho
eu costumo-te encontrar
atravessando
diferentes destinos
testemunhando tantos olhares
escrevendo intermináveis poemas
ou querendo saciar esta sede de amor.

Eu preciso entender
as memórias ... as
que somente disparam ao coração
eu preciso dizer
o quanto eu amo ter-te conhecido
e que nada vai ser
o que já era...
Eu posso fingir que o tempo
não passou
que estamos iguais,
amor crescente...

Eu preciso entender ...
a minha vida
para encontrar a saída
desembaraçar-me deste silêncio,
despir-me da solidão ... 
e este amor ...  acontece.

17/07/2011

Gaivota...

É nas asas deste pássaro,
Que respiro as minhas paisagens,
Vagueio as minhas prisões,
Sacudo as poeiras da minha pele,
E descubro o cheiro de novas estações…
É no balançar daquelas asas,
Num grito de liberdade apaixonante,
Que levanto voo ao encontro dos sonhos,
Que percorro as sombras dos meus passos,
E que caminho num leve planar, 
Outros céus azuis ...
É no vento daquelas asas,
Que aprendo a sorrir,
Como os raios de sol,
Quando deixo no lugar onde parti,
Os restos da dor que já não sinto,
E raso com fúria nas ondas do mar,
O peito de novas esperanças...
É no estar daquele ser,
Que volto a descobrir o crispar da vida,
E num ir sem regresso,
Em cada flor que pouso,
Nasce aqui e acolá o que planto,
Neste jardim que é o meu peito,
Terra que acolhe um amanhã,
Num quadro repleto de cor...
E é no bater das suas asas,
Que me entrego num ir,
...

Alexandra Cadete

16/07/2011

Lunar love

Um beijo ao luar 
feitiço de sangue em inércia 
um céu estrelado de promessas 
uma noite mágica de amor.
 
A lua negra 
escurecendo o céu 
beija suave os 
teus olhos brilhantes 
entre sombras sensuais  
espreitando os amantes.

Lua branca entre diamantes vermelhos 
os olhos do céu 
escondem o Sol 
escorrendo lágrimas de sangue,
de falso amor 
amantes abandonados
em dias egocêntricos de paixão.
O turno da noite, durante mil dias 
assumo o controle da Lua 
com sorrisos ingênuos.
 
A feiticeira do meu coração,
a força que inunda a minha alma,
a musa dos meus segredos,
a chave para o meu canto,
deslumbrado com a sua imagem perfeita.
 
Finjo ser uma segunda Lua 
perder-me no teu céu...
tolo amante,
e beber do néctar do amor 
como um veneno doce.

Peregrinação do tempo
até a eternidade,
capturados em dois corações 
adormecendo na minha Lua de mel mágico e misterioso.

Conta-me os teus segredos 
sobre aquele beijo 
sentado em teus raios de prata.

Eu esqueci de guardar em teus lábios 
o quanto te amo
esquecendo num piscar de olhos 
a minha tempestade de amor. 
   
E tu ainda estás lá 
perseguindo os meus passos,
dá-me a mão e caminhemos...
faz-me sonhar,
entre o céu ea terra